Câncer de mama no Brasil: dados e prevenção
O câncer de mama é o tipo de
câncer mais comum entre as mulheres no Brasil e no mundo, depois do câncer de
pele não melanoma.
Segundo o Instituto Nacional de Câncer
(INCA), estima-se que cerca de 66 mil novos casos de câncer de mama sejam
diagnosticados no país em 2023, o que corresponde a 29,7% de todos os casos de
câncer feminino1. Além disso, o câncer de mama é a
segunda causa de morte por câncer entre as mulheres brasileiras, com mais de 17
mil óbitos registrados em 20182.
Diante desses números alarmantes, é fundamental que as mulheres conheçam
os fatores de risco, os sinais e os sintomas do câncer de mama, bem como as
formas de prevenção e detecção precoce da doença.
Neste artigo, vamos abordar esses aspectos e mostrar como você pode
cuidar da sua saúde mamária e reduzir as chances de desenvolver o câncer de
mama.
Fatores de risco do câncer de mama
Os fatores de risco do câncer de mama são aqueles que aumentam a
probabilidade de uma mulher desenvolver a doença ao longo da vida.
Alguns desses fatores são modificáveis, ou seja, podem ser alterados por
meio de mudanças no estilo de vida, enquanto outros são não modificáveis, ou
seja, não dependem da vontade ou da ação da pessoa.
Entre os fatores de risco não modificáveis do câncer de mama, podemos
citar:
- Idade: o risco aumenta com o
avanço da idade, especialmente após os 50 anos3.
- Histórico familiar: ter parentes
de primeiro grau (mãe, irmã ou filha) que tiveram câncer de mama antes dos
50 anos ou em ambos os seios aumenta o risco em até três vezes3.
- Genética: mutações em alguns
genes, como o BRCA1 e o BRCA2, podem predispor ao câncer de mama
hereditário3.
- Menarca precoce: ter a primeira
menstruação antes dos 12 anos eleva o risco em até 20%3.
- Menopausa tardia: ter a última
menstruação após os 55 anos aumenta o risco em até 30%3.
- Nuliparidade: nunca ter tido filhos ou ter o primeiro filho após os 30 anos eleva o risco em até 40%3.
Entre os fatores de risco modificáveis do câncer de mama, podemos citar:
- Obesidade: o excesso de peso
favorece a produção de hormônios que estimulam o crescimento das células
mamárias3.
- Sedentarismo: a falta de
atividade física reduz o gasto energético e favorece o acúmulo de gordura
corporal3.
- Tabagismo: o cigarro contém
substâncias cancerígenas que podem afetar as células mamárias3.
- Alcoolismo: o álcool interfere no
metabolismo dos hormônios e aumenta a produção de radicais livres que
podem danificar o DNA das células3.
- Terapia hormonal: o uso
prolongado (mais de cinco anos) de hormônios sintéticos para aliviar os
sintomas da menopausa pode aumentar o risco em até duas vezes3.
Sinais e sintomas do câncer de mama
O câncer de mama pode se manifestar por meio de sinais e sintomas que
devem ser observados pelas mulheres e comunicados ao médico. Os principais
sinais e sintomas do câncer de mama são:
- Nódulo (caroço) fixo e indolor na mama ou
na axila
- Alterações no formato ou no tamanho da
mama
- Alterações na pele da mama, como
vermelhidão, descamação ou aspecto de casca de laranja
- Alterações no mamilo, como retração,
secreção ou coceira
- Presença de gânglios (ínguas) no pescoço
ou na axila
É importante ressaltar que nem todo nódulo na mama é câncer, e que a
maioria dos casos é benigna. No entanto, é essencial que a mulher procure um
médico para esclarecer a origem do nódulo e realizar os exames necessários.
Prevenção e detecção precoce do câncer de mama
A prevenção e a detecção precoce do câncer de mama são as melhores
formas de reduzir a mortalidade e as sequelas da doença. A prevenção consiste
em adotar hábitos saudáveis que diminuam os fatores de risco modificáveis,
como:
- Manter o peso adequado
- Praticar atividade física regularmente
- Evitar o consumo de bebidas alcoólicas
- Não fumar
- Limitar o uso de hormônios sintéticos
A detecção precoce consiste em realizar os exames de rastreamento que
permitem identificar o câncer de mama em estágios iniciais, quando as chances
de cura são maiores. Os exames de rastreamento recomendados são:
- Autoexame das mamas: consiste em observar
e palpar as mamas mensalmente, após o período menstrual, para verificar se
há alguma alteração. O autoexame não substitui a avaliação médica, mas
ajuda a mulher a conhecer o seu corpo e a perceber qualquer mudança.
- Exame clínico das mamas: consiste na
avaliação das mamas feita por um profissional de saúde qualificado, que
pode detectar alterações suspeitas. O exame clínico deve ser feito
anualmente por todas as mulheres a partir dos 40 anos.
- Mamografia: consiste em um exame de
imagem que utiliza raios X para visualizar o tecido mamário e identificar
possíveis lesões. A mamografia é capaz de detectar nódulos muito pequenos,
antes de serem palpáveis. A mamografia deve ser feita a cada dois anos por
todas as mulheres entre 50 e 69 anos, ou conforme orientação médica.
Conclusão
O câncer de mama é uma doença grave que afeta milhares de mulheres no
Brasil e no mundo. Por isso, é fundamental que as mulheres se informem sobre os
fatores de risco, os sinais e os sintomas do câncer de mama, e realizem os
exames de prevenção e detecção precoce.
Assim, elas podem aumentar as chances de cura e melhorar a qualidade de
vida.
Espero que este artigo tenha sido útil para você. Se você gostou,
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alguma dúvida ou sugestão, deixe um comentário abaixo. Obrigado pela sua
atenção e até a próxima! 😊
Fonte de pesquisa:
1: Dados e Números sobre Câncer de Mama - Relatório
Anual 2023 2: Estimativa 2023: incidência de câncer no Brasil 3: Estatísticas de câncer : Câncer de mama: prevenção
primária


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